Equipe CEMMF: Porque você veio trabalhar no Manoel?
Romilza Sobral: Quando fui transferida para N. Senhora da Glória no ano de 1983, fui convidada para assumir o cargo de secretária, em seguida fui promovida para atuar como vice-diretora. Com o desempenho das minhas atividades, foi dada a confiança de promover a ser diretora da referida unidade de ensino.
Equipe CEMMF: Quais as modalidades de ensino dessa época?
Romilza Sobral: No ano que fui nomeada a diretora, as modalidades apenas funcionavam da 1ª a 4ª série do ensino fundamental. Com o reconhecimento do Conselho Estadual de Educação a 5ª série foi implantada. De forma gradativa a cada ano letivo foram surgindo às outras séries. No ato da minha exoneração do cargo, já funcionava da 1ª a 8ª série, excluindo a Educação Física, que antes não constava na grade curricular.
Equipe CEMMF: Relate o seu perfil como diretor do CEMMF.
Romilza Sobral: Quando gestora minha maior preocupação era meu equilíbrio emocional. Atenção para ouvir os funcionários quando solicitada, era o meu prazer. Procurei sempre ser discreta para chamar atenção quando necessário. Existiam insatisfações, mas sempre procurei trabalhar com parceria, pois toda instituição só tem sucesso, se todos vestirem a camisa.
Equipe CEMMF: Como você avalia a qualidade do ensino de hoje para o da sua época?
Romilza Sobral: Antes era mais rotineiro por falta de qualificação profissional. Mas hoje já existem recursos onde os educadores passam a dar uma boa qualidade de aprendizagem. As escolas facilitam na área dos recursos tecnológicos, não precisando ficar preso apenas no quadro. Hoje está menos sofrível, dando oportunidade aos alunos com variedades de métodos modernos e produtivos.
Equipe CEMMF: Quais os recursos financeiros que o colégio recebia para custear material didático, pedagógico, alimentação e limpeza?
Romilza Sobral: O Governo Federal em parceria com o Estadual mantinha na minha gestão o mesmo critério de hoje. Com as verbas recebidas, são feitos planos de aplicações para ser consumido em duas etapas. O material de limpeza e o de consumo (onde fica inserido o material Pedagógico). Quanto a alimentos, a secretaria do Município era responsável pela entrega na unidade de ensino.
Equipe CEMMF: No tempo que passou aqui no CEMMF, quais as experiências adquiridas?
Romilza Sobral: As experiências foram várias. Mencionar é impossível. Todo trabalho os dias são diferenciados, principalmente com número de pessoas elevados. Guardo no coração até hoje, que aprendi uma qualidade é a de ser SOLIDÁRIA, foi a melhor experiência.
Equipe CEMMF: Qual o momento que mais marcou quando senhora era diretora?
Romilza Sobral: Quando completei 40 anos de idade fui homenageada com bolo, velas, presentes, enfim, fiquei super emocionada, não sabia se chorava ou se sorria. Tenho certeza que jamais irei esquecer.
Equipe CEMMF: No esporte, a escola sempre teve bons atletas?
Romilza Sobral: Sim, participar de jogos da primavera era o momento mais esperado. Os alunos jogam com entusiasmo, para levarem as medalhas e troféus. Vocês sabem não é? Que onde há competição o desafio é maior.
Estou feliz e declaro muito honrada com a escolha para responder este questionário.
Diante daqueles(as) do passado e do presente, a dedicação foi e será o verdadeiro empenho na conquista do conhecimento. Não podemos enfraquecer diante daqueles que dizem que nossa passagem é curta a VIDA, mas o quanto possamos mudar não importa o que, o importante é mudar o impossível no possível.
Desejo a todos uma realização de sonhos, lutando por um mundo mais justo e menos preconceituoso.
Parabéns Manoel Messias! Que esse Centro de Excelência seja uma opção pelo social, e todos que fazem parte sejam agentes de TRANSFORMADORES.
Romilza Sobral, sobre os 30 anos do CEMMF.
Reflexão
A escola pública tem atendido pessoas de classes dominadas, mas pode representar classes dominadoras.
Entrevista por:
Karine Morgana, Samira Costa, Cláudio Viana, Breno Menezes, Stefany Oliveira, Aline Torres, André Felipe, José Hildo, Lucas Batista, Edson Felix, Kennedy Matheus e Carla Thais.
Revisado por Evanderson Wesley.
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